quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ideias de viagem - o que fiz de bom de 2016

2016 começou assim...
(Elevador Lacerda, Salvador-Ba)
... e está terminando assim
(Castel Sant'Angelo, Roma)

2016 dificilmente ganhará um concurso de popularidade — eita ano complicado! Mas, como tudo na vida (exceto certos LPs de certos “artistas”), o bichinho até que teve seu lado bom. Viagens, por exemplo. Pra mim, um ano que começa em Salvador e termina em Roma (com show dos Rolling Stones no Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Colômbia e Portugal de “recheio”) sempre tem salvação 😎.

Então, pessoal, vamos planejar 2017. Neste post, fiz uma pequena retrospectiva das minhas de 2016 para inspirar seus planos para o Ano Novo. Que sejamos todos muito felizes nessa nova volta em torno do sol!

Janeiro - Salvador

Salvador: no sentido horário: detalhe de um casarão no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, a Praia de Stella Maris (irresistível, na maré baixa), a Casa de Yemanjá, no Rio Vermelho, e o Forte de São Marcelo, que acaba de reabrir para visitação
Comecei 2016 em Salvador, a cidade onde nasci e cresci. O verão deixa a cidade mais viva, animada e, claro, uma muvuca. Mas ainda acho janeiro o melhor mês do ano em Salvador. 

E na altíssima estação que Salvador melhora em dois quesitos que se constituem nos principais atentados à qualidade de vida da terceira metrópole brasileira. As férias escolares e a fuga para o veraneio dão um senhor refresco ao trânsito caótico. E a chegada dos visitantes estimula as autoridades a colocarem muito mais policiamento nas ruas, aumentando a sensação de segurança.

As outras vantagens? Mais festas, bons shows, banho de mar até mais tarde no Porto da Barra. Quem fica na cidade tem mais disposição para estar nas ruas — e nos bares, nos restaurantes, nas praias. E você nunca vai ver um céu mais bonito do que o azulão que envolve Salvador no mês de janeiro. 

Siga o link pra ver todas as minhas dicas de Salvador


Fevereiro - Carnaval em Foz do Iguaçu

Uma grande ideia de 2016: Carnaval nas Cataratas
Aproveitei o feriado de Carnaval (só os quatro dias, mesmo) para rever a majestade das Cataratas do Iguaçu, um reencontro que eu estava me prometendo há anos. Decidi meio em cima da hora e, por incrível que pareça, consegui encontrar preços muito atraentes, tanto para as passagens quanto para hospedagem. Foi uma escapada perfeita.

No alto verão, as cataratas estão no auge da vazão. Isso atrapalha um pouco as fotos — o chuvisco oriundo das quedas d’água chega longe e molha as lentes das câmeras o tempo todo, além de encharcar a visitante J — mas, pra ver ao vivo, acho a melhor época.

O calor inclemente de Foz do Iguaçu e região você dribla ficando em um hotel com piscina.

A passarela que leva à Garganta do Diabo, no lado argentino das cataratas. À direita: justo quando eu decidi fazer a primeira selfie para o Instagram, levei um banho ...

A casa do Che em Caraguatay e a missão jesuítica de San Ignacio: uma surpresa e um sonho realizado
Estive nas cataratas pelo lado brasileiro e pelo lado argentino – duas visitas muito diferentes, mas ambas imperdíveis.

A ida às cataratas também me deu duas imensas alegrias. A primeira foi poder, finalmente, visitar uma missão jesuítica, no caso, San Ignacio Miní, na Argentina, um bate e volta razoavelmente confortável a partir de Foz do Iguaçu. A outra foi uma senhora surpresa: descobrir o sítio onde Che Guevara passou os primeiros dois anos de vida, em Caraguatay, no caminho pra San Ignacio. Essa escapadinha de Carnaval rendeu! 

Dá uma olhada no roteiro detalhado:
4 dias em Foz do Iguaçu: Roteiro e dicas práticas


E veja os posts sobre as cataratas:

E se você pensa que foi só isso em fevereiro acabou, que tal assistir à sua banda favorita (depois dos Beatles, claro!) em uma das suas cidades mais amadas. Pois é, teve despedida de verão no Rio de Janeiro em grande estilo, um fim de semana de praia, chope, ótimas farras gastronômicas e muito Rock'n'Roll.

Podem falar o que quiser — do calor, dos preços e das multidões — mas o Rio no verão é um espetáculo que a gente tem que assistir (e participar) ao menos uma vez na vida. É quando o astral da cidade fica (mais) animado. Um tempo de prazeres simples e incomparáveis: tomar uma cerveja estupidamente gelada, sentada em um engradado na calçada de um boteco anônimo, mergulhar nas águas geladas do Arpoador, quando a temperatura chega perto dos 40 graus, pedalar na orla da Lagoa...

Siga o link pra ver as minhas dica do Rio de Janeiro

E pra lembrar o showzaço dos velhinhos:
Os Rolling Stones no Rio: podem adiar o meteoro



Março - Colômbia

Bogotá: a beleza do Teatro Colón, uma joia da Belle Époque, e um adorno da cultura Tolima, no incrível Museu do Ouro
Tem uns dias de folga para emendar os feriados de Páscoa? Pois saiba que uma semana é um intervalo bem razoável para montar uma viagem à Colômbia.

Desde que estive em Cartagena e nas Ilhas do Rosário, em 2007, eu vinha planejando voltar a essa nossa vizinha cheia de encantos. A proximidade, o aumento da oferta de voos e os preços tornam a Colômbia um excelente destino para nós, brasileiros.

A lua cheia em Villa de Leyva (esq) , dona da maior praça colonial (dir) da Colômbia. Essa perolazinha a 160 km de Bogotá ganhou meu coração
O país tem uma diversidade de paisagens e contextos impressionantes. Tem Caribe, Cordilheira dos Andes e Floresta Amazônica, só para ficar nos cenários mais conhecidos. Isso significa praias fantásticas, patrimônio histórico pré-colombiano e colonial, tradições andinas e de matriz africana... Um mundo que pode ser explorado em várias viagens.

Mosteiro de Ecce Homo, do Século 17, nos arredores de Villa de Leyva. Hoje o lugar é um lindo museu sobre a vida no  tempo da colônia
Nesta viagem de sete dias à Colômbia, concentrei meu roteiro em Bogotá e na fofura colonial de Villa de Leyva, a 160 km da capital. Fazia muito tempo que queria explorar os contrastes bogotanos. A beleza bem preservada de La Candelaria, o Centro Histórico, e a modernidade de bairros como Chapinero rendem uma infinidade de passeios — só o Museu do Ouro e o Museu Botero já valem a viagem.

Villa de Leyva superou as minhas expectativas, uma vila colonial muito bem preservada e bem estruturada para o turismo. Gosta de casarões seculares, ruas sossegadas e bons restaurantes? Pois é, acho que você também vai adorar Leyva.

Veja como foi o meu roteiro na Colômbia. O post tem links para todas as atrações e informações necessárias a seu planejamento de viagem:


Junho - Portugal

Acima: a festa de São Gonçalo, em Amarante, uma das atrações de Portugal em junho. Abaixo: Piódão, uma das famosas "aldeias de xisto" e a milenar Catedral de Braga
Taí uma coisa que combina mais que goiabada com queijo: junho em Portugal. O final da primavera já tem a franca cara de verão, com céus muito azuis — rodei o país pra baixo e pra cima por 20 dias e só lembro de dias bonitos, que anoiteciam às nove da noite. Faz calor, sim, mas nada que espante uma brasileira.


Além dos dias mais longos pra os olhos se fartarem de ver as belas paisagens portuguesas, junho é tempo de grandes celebrações em Portugal. Os santos do mês são comemorados com grandes festas. Eu participei de duas delas, a de São Gonçalo, em Amarante, e a de Santo Antônio, em Lisboa — a capital vira uma grande quermesse, com barraquinhas, bandeirolas e muitas, mas muuuuuitas sardinhas assando ao ar livre, uma delícia! 😋

À esquerda, três mosteiros que valem por um curso de História portuguesa: Jerónimos, em Lisboa, Alcobaça e Batalha. À direita, a bela paisagem do Rio Douro, que pode ser contemplada em um passeio de barco, a partir de Peso da Régua (acima), e a encantadora Coimbra
Em Lisboa, que os jacarandás floridos tingiam de lilás, a temporada de Santo Antônio também coincide com a Feira do Livro, no Parque Eduardo VII, em frente à Praça Marquês de Pombal. Mais uma atração bacana, ainda mais que eu estava hospedada bem em frente e sempre dava uma bisbilhotada nas ofertas.

O 10 de junho é feriado nacional, Dia de Portugal (que passei em Évora). É a data da morte do poeta Luís de Camões e eu fiquei muito comovida de descobrir que os portugueses comemoram sua nacionalidade não no dia de uma grande batalha ou conquista militar, mas em alusão a seu bardo maior – pode coisa mais linda?

Em sentido horário: o Porto, o Museu da Arte Nova (Art-Nouveau), em Aveiro,  o Castelo de Montemor-o-Novo e o Templo Romano de Évora
Como eu já disse aqui na Fragata, Portugal rende mil viagens. O país é pequenininho, mas tão cheio de belezas que uma vida inteira não dá conta... Nesta viagem de junho, que fiz de carro, estive em Alcobaça, Batalha, Aveiro, Porto, Vila Nova de Gaia, Braga, Amarante, Peso da Régua, Coimbra, Serra da Estrela, Évora, Montemor-o-Novo e Lisboa.

Vi paisagens incríveis, admirei um patrimônio histórico de cair o queixo, comi bem demais e amei cada minuto.

O roteiro dessa viagem está neste post (e lá tem os links para todas as etapas):
20 dias em Portugal - roteiro de carro

Sardinhas, pão de ló, pastéis de Belém e queijo da Serra da Estrela: comer em Portugal é bom demais! 

Festa de Santo Antônio no Bairro Alto, em Lisboa: junho é um grande mês para visitar Portugal 
Festa de Santo Antonio em Lisboa
Santo Antônio (António, para os portugueses) nasceu em Lisboa, em uma casinha cujos vestígios ainda podem ser visitados no subsolo de sua igreja, na Alfama. A cidade praticamente para pra homenagear esse santo de casa que, dizem, faz milagres e arranja casamentos. 

Fui a dois “arraiás”, o da Alfama e o do Bairro Alto (no Mirador de São Pedro de Alcântara), enfeitados com bandeirolas, lanternas, cravos e manjericos—um parente próximo do manjericão que, plantado em vasinhos, devem ser presenteados às pessoas que se quer conquistar. Na Avenida da Liberdade, na noite de 12 de junho, há um grande desfile de Marchas Populares.

Portugal também celebra com entusiasmo os outros santos do mês. No Porto, Braga e Évora, a grande festa é dedicada a São João. São Pedro é o centro das celebrações em Porto de Mós.

Novembro - Florianópolis


No feriadão da República, meu destino foi Florianópolis, uma cidade onde já tinha estado muitas vezes, mas sempre a trabalho. Desta vez, finalmente, a viagem foi pra passear, relaxar e encontrar um grupo de amigos muito queridos, de todos os lugares do Brasil, uma celebração aos 20 anos de amizade e companheirismo.

Não fiz muito turismo clássico, mas em cinco dias bem relaxados, peguei uma boa prainha, comi muitos frutos do mar (especialidade da cidade) e passeei por lugares bacanas, como Santo Antonio de Lisboa e o Mercado Público.

As dicas que eu trouxe de Floripa estão nesses posts:
Florianópolis: pra passear e petiscar, melhor não há
5 dias em Florianópolis: dicas práticas

... e um pulinho em BH



Novembro ainda me deu de presente uma visitinha rápida, mas muito bacana, a Belo Horizonte, uma cidade que curto demais. Foi só uma passada mesmo, para participar do Encontro da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem (RBBV) 2016, uma oportunidade pra aprender mais sobre a boa blogagem —  quero a Fragata cada vez melhor pra vocês, meus companheiros de viagem 😍 — e pra conhecer ao vivo muitos colegas de ofício que já fazem parte do meu dia a dia.

Apesar de breve, a visita a BH me permitiu passear no Mercado Municipal, que eu adoro, e me deixou pertinho de uma das paisagens que mais curto no Brasil, que é a Lagoa da Pampulha e seu maravilhoso conjunto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer e embelezado por jardins de Burle Marx, esculturas de Ceschiatti e obras de Portinari.

As dicas que eu trouxe de BH estão nesses posts:
Belo Horizonte: hospedagem na Pampulha - Quality Hotel

Belo Horizonte - dicas práticas

Dezembro - Roma(!!!)

Roma, Mercado de Trajano
Cheguei hoje a uma das minhas cidades favoritas no mundo. Vou me despedir de 2016 em Roma. Serão só quatro dias, mas vai dar pra matar a saudade e conhecer lugares novos. Estou especialmente ansiosa pra ver a exposição de Artemísia Gentilschi, uma pintora do Século 17, discípula de brilhante de Caravaggio, que está no Museo di Roma até 7 de maio (e depois eu conto aqui o que achei).

Ponte Sisto, Roma
De Roma eu vou seguir para a Toscana e fazer minha base em Florença, por uma semana, para voltar a explorar a região onde estive pela última vez há uma década. O giro italiano termina em Bolonha, que ainda não conheço e onde fico mais quatro dias. Madri, outra das minhas cidades favoritas no mundo, será a última etapa dessa viagem.

Claro que esse passeio vai render muitos posts aqui na Fragata, mas você já pode ir acompanhando tudo pelo Twitter, Facebook e Instagram.


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