sexta-feira, 29 de abril de 2016

Frida Kahlo em Brasília - se ainda faltava motivo pra você visitar a cidade

Frida Kahlo: Autorretrato com Vestido Vermelho e Dourado
Brasília está a mil por hora — e nem estou falando de política. E um dos (grandes) motivos são as exposições de arte imperdíveis em cartaz na cidade. Ontem eu fui ver Frida Kahlo: Conexões entre Mulheres Surrealistas no México e fiquei encantada.

Diego e Frida pintados pela artista
Dois autorretratos de Frida
Frida Kahlo: Conexões entre Mulheres Surrealistas no México reúne obras de 15 artistas, 15 mulheres engajadas, inspiradas e talentosas que se encontraram na expressão surrealista, na investigação e na experimentação artística, sempre sorvendo os sopros que vinham da luz cores e tradições do México. 

Frida era o elo que interligava essas artistas — algumas delas realmente fantásticas, como a pintora Leonora Carrington e a fotógrafa Kati Horna (mexicanas “adotivas”, pois uma era inglesa e a outra, húngara). 

O famoso Autorretrato com Macacos, de Frida e, à direita, uma obra de Leonora Carrington

São cerca de 100 obras na mostra, entre elas 20 telas de Frida — além de trabalhos em outras técnicas — que dificilmente a gente vai ter a chance de ver reunidas outra vez, já que pertencem a colecionadores privados e instituições espalhadas pelo mundo. Além do prazer de ficar cara a cara com o trabalho de Frida Kalo, adorei a chance de conhecer a arte de suas contemporâneas surrealistas, de quem fiquei fã.

Quando você for, reserve um tempo para assistir a alguns dos documentários que complementam a mostra. São filmes que contam um pouco mais sobre vidas e obras de Alice Rahon, Bridget Tichenor, Jacqueline Lamba, Frida Kahlo, Leonora Carrington e Remedios Varo. Confira os horários de exibição no site da mostra.

Naturezas mortas: Coração Egoísta, de Olga Costa, e A Noiva que se Espanta ao Ver a Vida Aberta, de Frida
Autorretrato com Cama, de Frida - a representação da maternidade impossível? À direita, Colagem com Duas Moscas
Frida tinha todo para ser uma figura trágica por sua luta para reconstruir e superar seu corpo dilacerado por um acidente de bonde, sofrido na juventude. A dor é uma presença concreta em sua vida e obra, mas ela foi fundamentalmente uma militante, uma revolucionária e uma feminista.

Leia também: A Casa Azul - o Museu Frida Kahlo, na Cidade do México

Nesses tempos difíceis, é alentador contemplar a pequena revolução que ela e suas contemporâneas construíram no século passado – obras de mulheres livres, expostas a pouco mais de 2 km da Câmara dos Deputados, onde, ainda na véspera da minha visita à mostra, um deputado fundamentalista afirmava que “mulheres de verdade não querem ser empoderadas, mas amadas”.

Trajes tradicionais mexicanos, que Frida adorava
Frida Kahlo: Conexões entre Mulheres Surrealistas no México 
Caixa Cultural Brasília – Setor de Autarquias Sul (do ladinho da comercial da 101 Sul). De terça a domingo, das 9h às 21h (última entrada às 20h). 

A entrada é gratuita, mas é preciso retirar uma senha na bilheteria ou agendar a visita pelo site frida.ingresse.com —  acho melhor você fazer isso, pois ontem eu vi gente voltando da porta porque as senhas tinham se esgotado. 

Autorretrato de Rosa Rolanda e Três Mulheres e Corvos, de Leonora Carrington


O visitante escolhe o período da entrada (9h às 11h, 11h às 13h, 13h às 15h, 15h às 17h, 17h às 19h e 19h às 20h), mas ninguém vai expulsar você, caso ultrapasse o horário. 
Onde assistir os jogos do seu time em Brasília

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