quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Algumas coisinhas que aprendi
sobre Fernando de Noronha

Baía do Sancho, considerada a praia mais bonita do Brasil.
Por que será, né? :)
Foi uma semana de sonho. De todos os destinos da minha lista de desejos, Fernando de Noronha era, com certeza, o mais adiado. Nessas décadas de planos, vi zilhões de fotos, li quilômetros de relatos e assisti a algumas eternidades de documentários sobre esse arquipélago que um abençoado vulcão inventou de plantar a 350 km da nossa costa, no tempo em que os vulcões ainda se ocupavam em planejar o lazer dos futuros descendentes das amebas que habitavam os mares. Acredite: nada prepara a gente pra ver aquela beleza ao vivo.

Demorei um pouquinho pra começar a escrever sobre Noronha pra deixar as sensações decantarem e colocar alguns dias de realidade cotidiana entre mim e o deslumbramento que trouxe de lá. Agora, porém, deixemos de suspiros e mãos à obra:).Tenho um monte de dicas de Noronha pra compartilhar com vocês neste e nos próximos posts. Bora começar o passeio?

Se o seu barato é água calminha e transparente,
a melhor época para ir a Noronha é de agosto a outubro
(Praia do Cachorro)
. Quando ir
Qual a melhor época em Noronha? Depende. Se seu barato é água calminha e mergulho, prefira ir entre agosto e outubro, quando o mar está mais sossegado e muito límpido. Para os surfistas, a melhor temporada começa em novembro e vai até o final de fevereiro, com ondas que, dizem os locais, podem chegar aos seis metros, especialmente na Praia da Cacimba do Padre, o melhor point da ilha, onde são realizados campeonatos internacionais de surfe profissional em janeiro.

Não se iluda com essa carinha sonsa da Cacimba do Padre. Na maré alta, as ondas aqui batem forte e, no verão, podem chegar a seis metros
Faz muito calor no arquipélago o ano inteiro, com temperaturas médias na casa dos 28º C, com noites refrescadas pela brisa do mar — nada muito diferente de qualquer beira de praia do Nordeste.

Nem a chuva atrapalha a beleza...
(Os Dois Irmãos vistos do Mirante do Boldró)
De março a julho é a época das chuvas, mas não espere torós bíblicos intermináveis. Se você for nesse período, como eu (que passei lá a penúltima semana de julho), prepare-se para pancadas de chuva que chegam sem avisar e vão embora também à francesa. Atrapalha as fotos, mas passa. A água é morna o ano inteiro, na casa dos 24º C.

Na hora de se planejar, lembre-se que julho e os meses de verão são a alta estação na ilha, com mais gente e preços bem mais salgados.

É legal ter tempo para curtir com calma as praias com acesso mais difícil, como a Baía dos Porcos...
... e também largartixar sem sem culpa na Praia da Conceição
. Quanto tempo
Que tal o resto da vida? Mas, sério, fiquei muito feliz de ter seguido o conselho que uma amiga me deu, há mais de 10 anos: "Não caia na bobagem de ir pra Noronha pra ficar menos de uma semana", recomendava ela, que tinha ficado só quatro dias e voltado pra casa meio frustrada. Eu fiquei sete dias inteiros, sem contar a ida e a volta e achei esse arranjo bem redondinho. Dá para curtir a maioria das praias sem pressa, alternando programas mais Indiana Jones com outros de pura preguiça à beira mar.

. Como chegar
Gol e a Azul voam diariamente para Noronha, com conexões em Natal e em Recife. São quatro voos por dia e ainda que essa frequência aumente na alta estação, tenha em mente que nem assim vai chegar perto de uma ponte aérea. Pesquise e compre a passagem com antecedência pra garantir seu lugar, especialmente se for viajar na época de férias.

O aeroporto é pequenininho...
...mas deve ser um dos mais bonitos do Brasil


. Como ir do aeroporto à pousada
Transfer 
As pousadas de Noronha geralmente incluem o transfer da chegada e da saída no preço da hospedagem. Ao desembarcar, fique atenta aos funcionários das agências que estão na saída dos passageiros, com plaquinhas que anunciam as pousadas para as quais estão trabalhando.

A parte bem chata é que esse traslado bancado pelas pousadas geralmente inclui uma parada na sede da agência de turismo, onde é feita uma "palestra" e a tentativa de vender passeios para viajantes cansados. O pior é que eles só avisam dessa escala abusiva quando a gente já está dentro da van, com a mala guardada no bagageiro. Levei nove horas, entre aeroportos, para chegar a ilha, e não autorizei ninguém a se adonar do meu tempo para me empurrar serviços. Me senti sequestrada e não achei a menor graça. O transfer oferecido pelas pousadas mais chiques, naturalmente, não tem nada dessa aporrinhação.

Yes, tem transporte
público na ilha!!
Táxi
Do aeroporto até à Vila dos Remédios e Floresta Nova a corrida custa R$21. Se quiser contratar com antecedência, entre em contato com a Associação Noronhense de Taxistas (Nortax). O telefone é (81) 3619-1314.

Ônibus 
A cada 30 minutos o coletivo que faz a linha Porto-Praia do Sueste passa pelo aeroporto. Se sua bagagem for fácil de carregar e você estiver hospedada na Floresta Nova ou na Vila dos Remédios, pode ser uma opção. Só lembre que há poucas ruas calçadas em Noronha e, mesmo onde há asfalto ou paralelepípedo, o piso é irregular e cheio de buracos. Arrastar uma mala de rodinhas da parada do ônibus até a pousada, mesmo por algumas centenas de metros, vai parecer o prólogo para a descida ao inferno. A passagem do ônibus custa R$3.

. Como circular
Traçado da BR-363
De ônibus 
A BR-363, com pouco mais de sete quilômetros de extensão, corta Fernando de Noronha do Porto de Santo Antônio, na pontinha Norte, até a Baía Sueste, no Sul da Ilha. É por ela que circula o transporte público local, composto por uma frota mínima de micro-ônibus parecidos com os zebrinhas de Brasília.

Os carros são novos, entraram em circulação em 2013 e passam a cada meia hora, mais ou menos, pelo centrinho da Vila dos Remédios e pelo Bosque dos Flamboyants.

Se você não gosta ou não pode caminhar, o ônibus só vai ser útil quando você for à Praia do Sueste, a única onde ele para "na porta". Para todas as demais, prepare-se para descer na estrada e caminhar distâncias que podem passar de um quilômetro, por estradinhas de barro, até chegar ao seu destino.

Noronha não é plana. Prepare-se para descer e subir ladeiras
 a maior parte do tempo
(Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, no Cento Histórico)
A pé
Quem se hospedada na Vila dos Remédios ou, como eu, na Floresta Nova, pode pra fazer muita coisa a pé (sair para jantar, ir às praias da Conceição, do Meio e do Cachorro, por exemplo).

Lembre-se que Noronha não é nem um pouquinho plana. Qualquer caminhada na ilha vai sempre incluir uma subida e uma descida, geralmente bem íngremes. Nada que mate, mas prepare as panturrilhas :)

A Baía Sueste é a única praia com "ônibus na porta"
De táxi
Para ir às praias mais distantes, como a Cacimba do Padre ou o Sancho, é melhor ir de táxi e combinar um horário para o motorista ir lhe buscar, na volta. As corridas em Noronha são tabeladas (repetindo: o telefone da Nortaxi, associação de taxistas é 81-3619-1314). Da minha pousada até a Cacimba do Padre, por exemplo, paguei R$ 50 pela ida e volta.

Quem me atendeu nesse dia foi um senhorzinho muito gracinha e pontualíssimo chamado Edinaldo. Se quiser contratar os serviços dele, o telefone é 8511-9684. Mas atenção, porque Seu Edinaldo já está velhinho e não trabalha à noite.

Para chegar a lugares mais distantes, como o Mirante do Sancho,
o táxi é uma boa alternativa
De carro
Eu sei que o bugre é o transporte mais associado a Noronha e, sim, minha carteira de motorista já está OK. Mas decidi não alugar bugre nos dias que fiquei na ilha. As diárias estavam simplesmente em surto: R$230 por dia!!

Não vejo lógica em pagar essa grana só para ir e voltar da praia, deixando o carro estacionado a maior parte do tempo. Pra piorar, o litro de gasolina na ilha estava custando R$ 5,70.

Se você fizer questão de estar motorizada, a maioria das agências de turismo de Noronha têm bugres para alugar. Se for viajar na alta estação, tente fazer contato e reservar com antecedência.

. Providências importantes

Pague a TPA
Todo visitante precisa pagar uma Taxa de Preservação Ambiental para entrar no Arquipélago de Fernando de Noronha, valores que revertem para manutenção da infraestrutura e pagamento do pessoal encarregado de cuidar da ilha. A TPA custa R$ 51,40 por dia de permanência e pode ser paga antecipadamente pela internet (no site oficial do arquipélago), após o preenchimento de um formulário.


Também é possível pagar a taxa no aeroporto, em dinheiro (além de reais, dólares também são aceitos), cheque ou cartão de crédito. Como eu acabei esquecendo de fazer o pagamento antecipado, fiz o procedimento na chegada e peguei uns 15 minutos de fila, no máximo. Guarde bem o comprovante de pagamento, pois terá que apresentá-lo na hora de embarcar de volta para casa.

Para ter o privilégio de mergulhar nas águas do Sancho, é preciso pagar o ingresso do Parque Nacional. Vale, né?
Compre o ingresso para o Parque Nacional de Noronha
Mais ou menos um terço da ilha é uma Área de Proteção Ambiental (APA), submetida a um regime diferenciado de cuidados e monitoramento, mas onde é permitida a ocupação humana. O restante do território do arquipélago está dentro dos limites do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (Parnanoronha), onde as regras de preservação são bem mais rigorosas.

A Atalaia e as Baías do Sancho, Sueste e dos Golfinhos ficam dentro do Parque e, para visitar essas áreas, é preciso pagar ingresso.

O valor é de R$ 81 para brasileiros (menores de cinco anos são isentos) e R$ 162 para estrangeiros. Dá para comprar online (no site do Parnanoronha). Se preferir comprar na ilha, há três postos de venda lá (no Centro de Visitantes do ICMBio, no quiosque do Bosque dos Flamboyants ou no Pic Golfinho, na Baía do Sancho). O ingresso é válido para 10 dias.


Feito o pagamento, você recebe uma carteirinha com um código de barras que deverá ser apresentada nos centros de visitantes das áreas protegidas. Se por acaso você esquecer o documento, não precisa voltar para o hotel: dá para identificar os pagantes pelo número do CPF.

Até na urbana Praia do Cachorro o fundo do mar
é uma multidão de peixinhos. Vai perder essa festa?
Leve seu snorkel
Mesmo que você não tenha muita prática, vai se esbaldar mergulhando em Noronha, pois a multidão de peixinhos e outros seres aquáticos que povoam aquelas águas claríssimas é tamanha que até em funduras de meio metro já dá pra delirar com eles. Mergulhar é um dos grandes prazeres na ilha e você não deve perder isso por nada!! Levar snorkel para a praia, em Noronha, é tão indispensável quanto levar o protetor solar.

O aluguel da máscara e do tubo para respirar custa em torno de R$ 20 por dia. Como um bom conjunto de snorkel pode ser comprado em lojas esportivas por algo como R$ 100, é bem melhor levar o seu — acaba saindo mais barato e, vamos ser francas, evita que a gente fique pensando em quantas bocas aquele bocal andou passando, né?

Estradinha para a Praia da Conceição:
quanto mais vegetação, mais mosquitos
Leve repelente
Não sei se você já reparou, mas o paraíso sempre tem mosquitos. Pelo menos nos trópicos, essas pestinhas quase invisíveis estão em qualquer lugar um pouquinho menos urbano. Em Noronha, eles atacam em esquadrilhas vorazes, quando o sol começa a cair — nas trilhas pela mata, mesmo com o sol a pino, basta ficar parada na sombra para sofrer um ataque. Por mais esquisito que possa parecer, leve o repelente com você quando for à praia, para que o fim da sua programação não seja estragada por picadas e coceira.

Caminho entre a Cacimba do Padre e a Baía dos Porcos: haja protetor solar pra atravessar esse areião
Chapéu/óculos escuros/protetor solar: seu kit de sobrevivência
Como já falei, chuva em Noronha é sempre passageira. O tempo em Noronha se divide entre "ensolarado" e "sol de rachar". Quando for mergulhar, capriche na aplicação do protetor solar nas costas, na bunda e na parte posterior das pernas, sem esquecer do pescoço e orelhas. Aquela aguinha gostosa engana, mas você estará com toda a parte de trás do corpo exposta aos raios solares e é bem fácil ter queimaduras sérias.

Se você é muito sensível ao sol, como eu, considere a possibilidade de comprar uma camiseta com proteção UV. Algumas têm fator de proteção até 50. Fora d'água, não esqueça o chapéu e os óculos escuros, para ficar confortável. Como os preços da ilha são bem inflacionados, compre seu estoque de protetor solar antes de embarcar e escolha um fator de proteção um pouquinho mais alto do que você está acostumada a usar.

As barracas de praia geralmente não aceitam cartão
Leve dinheiro vivo, mas não precisa exagerar
A maioria das pousadas e restaurantes de Noronha já aceita cartão de crédito. Se chover forte, o serviço pode ficar fora do ar, mas, em geral, paguei essas despesas maiores com dinheiro de plástico.

Para sacar dinheiro, há caixas eletrônicos do Santander, na agência do banco, na Praça do Palácio (Centro Histórico da Vila dos Remédios), da Caixa Econômica e do Banco 24 horas (no aeroporto). Os correntistas do Banco do Brasil e do Bradesco podem usar a agência dos Correios, que funciona como correspondente bancário dessas instituições.

Eu geralmente saía com R$ 150 em dinheiro vivo, para despesas na praia, onde as barracas não aceitam cartão.

O cair da tarde na Praia da Conceição...
...e a Praia do Leão depois da chuva: o paraíso não é barato

. Como são os preços
Sempre brinquei que os preços da Praia do Forte, na Bahia, eram em euros. Em Noronha, eles são em libras. Uma pousada média, com padrão decente de conforto, cobra em torno de R$ 500 a diária. Uma refeição em um restaurante arrumadinho fica na casa dos R$ 100/120, com um drinque e sobremesa. Petiscar na praia pode passar dos R$ 50, dependendo do padrão da barraca.

. Como é a segurança
Muita gente em Noronha se orgulha de ainda poder dormir sem trancar a casa. Nas duas pousadas onde fiquei (siga o link pra ver o post), as áreas comuns eram abertas, com fácil acesso para a rua, e ninguém parecia se preocupar com esse fato. Na segunda pousada, por exemplo, a porta da casa ficava aberta a noite toda. Na praia, sempre que eu pedia para os funcionários das barracas tomarem conta das minhas coisas enquanto eu mergulhava, eles até aceitavam, mas diziam que era desnecessário.

Andei pra baixo e pra cima em Noronha, sozinha, muitas vezes por trilhas desertas, sem um pingo de receio. Voltei para casa tarde da noite, por ruas mal iluminadas, sem sequer me lembrar que isso poderia representar algum risco.

Como vocês sabem, eu geralmente viajo sozinha e recomendo totalmente Noronha como destino para mulheres desacompanhadas. Só convém lembrar que alguma atenção é necessária sempre, até mesmo no paraíso.


Essa beleza toda pode deixar a gente meio afoita,
mas respeite seus limites

(O pôr do sol do alto do Forte dos Remédios)
Respeite seu limite físico. Não se obrigue a bancar a Lara Croft só para "ficar à altura" de gente mais atlética. Um corpo cansado não obedece à risca os comandos e o risco de uma queda naquele sobe e desce pelas pedras aumenta.

Quando for mergulhar de snorkel, atenção para não se afastar demais da praia, meça suas forças, certifique-se de que tem gás para voltar para a areia. Se for mergulhar de cilindro, certifique-se de que está acompanhada por profissionais atentos e responsáveis e de que você se sente segura para a aventura.

Eu volto com muito mais dicas de Noronha. Por enquanto, comece a se planejar para conhecer esse paraíso brasileiro. Garanto que você vai ganhar memórias lindas para a vida inteira :)

Ah, só uma coisinha que eu esqueci de falar
Tenha sempre um saquinho para recolher o seu lixo. Não deixe garrafas de água, latinhas — nada!! — para trás nas praias ou trilhas de Noronha. Tente produzir o mínimo de lixo possível (use um squeeze para carregar água, por exemplo). Os visitantes futuros, a natureza e os moradores da ilha agradecem :)

Mais sobre Noronha
Dicas de hospedagem: duas pousadas legais com preços acessíveis
Comer em Noronha: lugares que experimentei e curti
IlhaTour, mergulho com plana-sub e passeio de barco pelo Mar de Dentro: três clássicos de Noronha
Praias de Fernando de Noronha: meu roteiro no Reino das Águas Claras



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6 comentários:

  1. Que post maravilhoso. :) E que chegou na hora certa: vou pra lá no dia 1. E você me ajudou em muita coisa. Eu já estava pensando em largar o tal transfer gratuito. Agora tenho certeza que farei isso.

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    1. Que legal, Rafael, obrigada! Deixe pra aproveitar o transfer gratuito na hora de ir embora, que aí já não tem mais parada em agência nem nada :))) Beijo

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  2. Carlos Eduardo Mantovani6 de outubro de 2015 22:42

    Olá, Cyntia, eu salvei seus posts no meu celular e no tablet como "páginas salvas" e pude usá-los em offline na viagem. Foi providencial, porque não encontrava internet lá em lugar nenhum. Estive lá de 27/set a 2/out/15. Suas dicas foram muito valiosas! Não usei o transfer, não fiz o Ilhatur (fiz por minha conta tudo o que faz o Ilhatur com mais tempo e sem tumulto) e paguei mais barato o mergulho porque lembrei que podia sacar da minha conta do BB logo ali nos Correios. Um acerto que tive foi marcar de pronto, no posto do ICMBio (no Boldró), a caminhada para a Atalaia: na segunda de manhã consegui só para quinta à tarde. A maior parte das pessoas não faz isso logo e não consegue! É grátis e vale muito a pena: na "piscina" dei de cara com um polvo azul, a uns trinta centímetros de mim, que vacilou por uns três segundos e pensei que ele ia grudar na minha cara como no Alien o 8º Passageiro, mas aí ele bateu em retirada, muito rápido e lindamente! Já o passeio do Trovão dos Mares se consegue pra uns dois dias depois e dá pra marcar por telefone. Sobre as praias, é uma mais linda que a outra, e eu acho que escolher a praia mais bonita é que nem concurso de miss: eu posso preferir a 20ª colocada ou achar todas bonitas quanto. Claro que achei a Sancho maravilhosa, mas também ouvi de um marinheiro do Trovão dos Mares que a Sancho fica mais bonita ainda quando se formam duas cacheiras na praia no período das chuvas. Quer dizer: para pegar o melhor do Sancho tem que pegar chuva (rs..) O que mais gostei de fazer em Noronha foi o mergulho se snorkel na Baía dos Porcos, mais ainda que o mergulho com cilindro. Tudo valeu a pena. Que baita viagem!

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    1. Isso eu esqueci de contar no post: a internet na ilha é bem ruim e mesmo o WiFi das pousadas é fraquinho, ainda mais no final da tarde, quando todo mundo chega dos passeios e começa a postar nas redes :)

      Não fiz a trilha da Atalaia porque estava muito torrada de sol, coisa que eu preciso evitar a qualquer custo, mas nem sempre levo a sério. Mas, realmente, quanto mais cedo agendar, melhor, porque a quantidade de pessoas por dia é limitada e a procura é grande.

      Noronha, realmente, é uma baita viagem!

      Bjo

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  3. Olá Cyntia,
    Lá em Noronha você sentiu que a TPA está mesmo sendo usada na preservação ambiental ou é apenas uma forma de "tirar" dinheiro aos turistas? (nunca estive em Noronha, por isso pergunto)
    Abraço desde Portugal

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    1. Oi, Filipe,
      Minha impressão de Noronha foi a mais positiva possível, nesse quesito. Praias muito limpas, trilhas idem, boa estrutura nas áreas protegidas, funcionários, fiscalização... Pense que todo o lixo da ilha precisa ser embarcado para o continente. Só isso já justifica o pagamento da Taxa de Proteção Ambiental - já pensou se cada um tivesse que embarcar com esse lixo como bagagem de volta ao continente?

      Outra coisa: toda a água usada em Noronha é obtida com a dessalinização da água do mar (para nossos banhos, para lavar nossos biquínis, lençóis, toalhas, pratos e outros utensílios). A água que bebemos vem do continente...

      Enfim, imagine o impacto e o custo de cada visitante.

      Estive na Ilha de Páscoa, que vive um dilema similar (pior, porque está a 3.700 km do continente) e notei que eles têm problemas sérios com lixo, que precisa ir de navio para o Chile, mas não para de crescer. A consequência é que basta chover para aparecerem as baratas.

      Eu não vi baratas em Noronha - felizmente, porque fico arrepiada só de escrever o nome desse bicho :)

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