quinta-feira, 7 de maio de 2015

Prainha e São José, dois paraísos em Itacaré


A Prainha é a véspera do dia da criação
Esse é bem aquele post que não precisa de muitas palavras. Descrever as praias de Itacaré é uma senhora perda de tempo. O que as fotos não mostram, o discurso também não consegue reproduzir — a temperatura perfeita da água, a massagem suave que a areia fininha faz nas solas dos pés e o canto ritmado e reconfortante das ondas quebrando na praia você vai ter que constatar pessoalmente.

Nos quatro dias que passei em Itacaré, no feriadão de Tiradentes, me esbaldei nas águas mornas da Praia de São José, onde estava hospedada, e aproveitei para visitar a famosa Prainha, sempre muito bem cotada no ranking das mais bonitas do Brasil. Eu não conheço todas as praias do país, mas confira a foto que abre este post e me diga se os elogios são exagerados...


Por volta de uma da tarde, hora de ir embora,
 o sol estava assim na Prainha

Guarda-sol, na Prainha, só se você levar o seu
Eu, pelo menos, fiquei sem palavras quando atravessei a pequena porteira de acesso à Prainha e vi aquela enseada que parece traçada na prancheta, de tão perfeitinha. Sem seres humanos à vista, parecia que eu estava que eu estava contemplando o Éden antes do criador entregar as chaves a Adão e Eva.

A Prainha é fechada, em cada ponta, por morros cobertos de mata cerrada. Um coqueiral exuberante acompanha a curva elegante e suave da enseada. Essa área pertence a uma fazenda (impossível não olhar para a varanda da casa da propriedade sem uma certa invejinha).

Os morros nas duas pontas da enseada
 dificultam o acesso à Prainha
Oficialmente, Itacaré tem 11 praias, algumas delas ainda bem selvagens e isoladas, acessíveis por trilhas ou pelo beneplácito dos donos das terras em frente ao mar. A geografia da região ajuda a mantê-las assim. O litoral do município é marcado por formações rochosas que avançam para o mar, formando entre elas as pequenas enseadas, que ficam aconchegadas e quietinhas entre os morros de pedra.

É bem difícil ir de uma praia a outra caminhando pela areia. Entre as praias e a estrada, o comum é haver uma propriedade privada (geralmente, uma antiga fazenda de cacau), também barrando o passo.


Além da dificuldade para chegar, é bom lembrar que desfrutar de um ambiente assim, tão preservado, exige algum estoicismo. A estrutura da Prainha, por exemplo, é mínima: há um chuveiro para os banhistas e uma barraquinha que vende água de coco. E mais nadinha. Cadeiras, guarda-sóis e outros mimos, só se você levar. Caso contrário, ajeite a canga na sombra diáfana fornecida pelas copas dos coqueiros o, se der sorte, use algum dos poucos troncos de árvores caídas para improvisar um banco. Tenho certeza que você não vai reclamar :)

A bandeira vermelha sinalizava correntes marítimas.
Mesmo com as ondas mais baixinhas,
convém tomar cuidado com os humores do mar da Prainha
Como chegar à Prainha
Há uma trilha que parte da Praia da Ribeira, a última das praias urbanas de Itacaré, na direção Sul (urbana apenas porque dá para chegar lá de carro, tá?). Quem já fez o percurso afirma que o caminho é muito bonito, por dentro da mata, passando por cachoeiras. São cerca de 40 minutos e a caminhada é considerada de pouca dificuldade. Também tem uma trilha partindo da Praia de São José. 

Como eu estava hospedada em São José, até cogitei fazer essa trilha, mas o joelho que me enche a paciência desde os 20 anos agora deu pra doer de verdade, então eu aproveitei a desculpa e fui com a van do Itacaré Eco Resort, que deixa a gente de cara para o gol (no caso, a porteirinha da praia). A van parte às 10 horas do hotel e volta para recolher os hóspedes às 13 horas. 

Se você não quiser fazer trilha nem estiver hospedada no Eco Resort, a alternativa é contratar o passeio com as agências locais. Eu recomendo expressamente a visita — mas você já viu as fotos, portanto, estou chovendo no molhado :)

Como a maioria das praias de Itacaré,
a Prainha é um antigo point de surfistas
A Praia de São José parece irmã gêmea da Prainha, só que menorzinha. É a mesma enseadinha de curva suave, fechada nas duas pontas por dois portentosos pedregulhos cobertos de mata e acompanhada por um espesso coqueiral. 

São José, a minha praia
Se São José já tem mais marcas da presença humana (a estrutura do Eco Resort, com cabaninhas de palha, restaurante e piscina à beira mar), ela também tem um encanto de deixar a gente muda, que é o rio cristalino que vem da mata para desaguar na praia cercado pelos coqueiros.

São José de manhãzinha...
... e no entardecer
Ela está cercada por um complexo ecoturístico, o Vilas de São José, que compreende o Itacaré Eco Resort e um condomínio, cujas casas ficam meio escondidas na vegetação (só com o ângulo certo do sol para divisar seus telhados entre as copas das árvores, ou à noite, quando dá para perceber algumas luzes). 

A chegada à Praia de São José pela beira do rio
Toda essa área foi uma fazenda de cacau, o que contribuiu para a preservação da mata nativa (a planta precisa de sombra) e está dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA São José-Serra Grande).

Como chegar a São José
Quem está hospedado no resort é local em São José, com acesso direto à praia por uma trilha que margeia o rio. Se não for o seu caso, o jeito é fazer a trilha que vem da Prainha ou passar o dia no hotel no esquema day use. O conjunto praia, rio e mata é simplesmente maravilhoso, pela beleza e pelo sossego.

São José
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Onde me hospedei: Itacaré Eco Resort, conforto pé na areia 


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