sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Londres - dicas práticas


Se você é leitora frequente da Fragata, está acompanhando o relato da viagem bacana que fiz em agosto, para apresentar a Europa a meu sobrinho Bruno. Foram 25 dias (roteiro aqui) e, depois de Paris e Bruxelas, nossa terceira parada foi em Londres, uma cidade que me deixa saltitante de felicidade só de pensar nela. 

Eu tinha passado uma temporada deliciosa lá, no ano passado (também em agosto) e nem planejava voltar tão imediatamente, mas qualquer apresentação da Europa que se preze tem que ter a capital britânica, né? Quem dera eu tivesse que ir lá todo ano :)

Então, começando a nossa série de posts sobre a maravilhosa Londres, listei algumas informações práticas para facilitar a sua vida quando você for passear por lá. Vá se planejando, que eu volto rapidinho com um monte de dicas!
Ah, os contrastes dessa cidade única...
Como chegar ao centro

Desta vez, cheguei a Londres de trem (Eurostar), vindo de Bruxelas, com a vantagem incomparável de ter como ponto final da jornada a estação de Saint Pancrass, no centro da cidade.

Chegar de avião à capital britânica é sempre sinônimo de um deslocamento longo, mas também não é nada desesperador. Geralmente, os voos do Brasil pousam no Aeroporto de Heathrow , a cerca de 25 km do centro, super bem conectado com a cidade por trem, metrô e ônibus. Muita gente que está indo a Londres pela primeira vez se preocupa se vai “acertar” chegar ao centro, mas quem consegue ir de Cumbica ao centro de São Paulo tira qualquer outro desafio de letra :)

Ainda não experimentei o Heathrow Express, que é o jeito mais rápido (15 minutos do Aeroporto até a Estação de Paddington, ₤21), nem o Heathrow Connect (outro trem, que faz paradas no caminho, leva cerca de 30 minutos no trajeto e custa ₤9,90). Mas não foi por muquiranice, não. É que sempre calhou de estar hospedada em lugares onde seria mais prático chegar com o metrô. Antes de decidir o meio de transporte, olhe bem o mapa para identificar onde vai ficar hospedada e veja o que é mais conveniente.

Como circular 
A Estação de Metrô de Lancaster Gate, do lado do meu hotel

O Oyster é seu amigo...
Já falei isso em um post anterior e não mudei de ideia: Em Londres, se não der para ir a pé, vá de metrô. O Tube (como os londrinos chamam o metrô) é a melhor maneira de circular pela cidade.

Depois que você desvenda os mistérios cabalísticos do bichinho, vai entender que o Oyster Card é seu grande amigo. O cartão, que você compra por £5 em qualquer guichê, é carregado com os valores que você vai gastando ao passar pelas catracas (na entrada e na saída das estações).

O sistema é inteligente e se encarrega de calcular a menor tarifa, de modo que seu gasto diário nunca ultrapasse o valor do passe para um dia de uso.

Não tenha dúvidas: se não der pra ir a pé, vá de metrô
Nem pense em não ter o seu Oyster: o bilhete unitário custa £4,70 sem ele (contra £2, com o uso do cartão). Ele é aceito em todo o transporte público e assegura descontos nos barcos regulares do Tâmisa. Leia mais sobre o Oyster Card aqui neste post.

O Oyster também vale nos ônibus
Para ficar conectada
Por £20, comprei um chip de celular da Vodafone, com 1 Giga no pacote de dados (tinha franquia de chamadas, também, mas eu já sou uma negação para telefonar para as pessoas na vida normal, imaginem viajando...). Combinando com o WiFi do hotel e dos pubs e restaurantes, Foi o suficiente para acessar as redes, postar fotos — quem está acostumada com o 3G brasileiro fica pasma com a velocidade do serviço europeu — e usar mapas e aplicativos úteis em viagens ao longo de toda a estada no Reino Unido (além de Londres e Liverpool, também estivemos na Irlanda do Norte) 

Gostei muito mais do serviço da Vodafone que do da Lebara, que usei em 2013 (£25 por um pacote similar), que toda hora caía e me obrigava a reconfigurar a rede. 

É tão bom postar as fotos na hora, sem depender de WiFi...
Mesmo que você seja do tipo (saudável) que esquece as redes sociais quando está de férias, eu super recomendo a compra de chips locais quando for ficar um tempinho maior em um país (na Bélgica, onde fiquei apenas quatro dias, não valia a pena). A internet oferece recursos fantásticos para os viajantes (dica de transporte, de restaurantes, mapas, sugestões de passeios) e é ótimo poder se conectar a qualquer momento, sem depender de lugares que ofereçam WiFi.

Onde me hospedei 
Corus Hotel Hyde Park
1-7 Lancaster Gate (Metrô Lancaster Gate)

Chorus Hide Park: feio e sem graça
Sabe quando um hotel promete muito e fica aquém da expectativa? Essa foi a minha sensação com o Corus Hyde Park.

Ele fica a cerca de 100 metros de uma estação do metrô e de uma parada do ônibus para a estação de Euston, naquele trecho da Bayswater Road lotado de hotéis. Apesar de muito turística, a região "morre" cedo e não é muito fácil conseguir um lugar para jantar nas redondezas, depois da 21 horas.

O edifício antigo é bem conservado e o atendimento é cortês, embora impessoal. O problema foi o quarto, que parecia muito mais atraente nas imagens postadas na internet.

Ao vivo e a cores, porém, o apartamento era espartano demais para uma diária de £133. O quarto tinha duas camas de solteiro, uma arara para roupas e uma mesinha de trabalho. O banheiro também era bem econômico em espaço (era uma dificuldade encontrar um lugar para as necessaires), embora bem equipado com banheira, secador de cabelos e luzes de maquiagem. 

O melhor do hotel era a máquina ATM no lobby de entrada, excelente para sacar dinheiro com segurança. Morri de saudade do Royal Garden, em Kensington, cinco estrelas onde paguei £154 a diária do single, no ano passado (pena que, desta vez, os preços dele estivessem muito mais salgados). 


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