sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Londres - dicas práticas


Londres me deixa saltitante de felicidade só de pensar nela. Bonita, animada, plural e sempre vanguardeira, essa cidade irresistível é muito mais fácil do que os preços, o clima enfarruscado e a aparente formalidade britânica sugerem.

Chegando aos 9 milhões de habitantes — gente de todos os cantos do planeta —, Londres tem rigorosamente tudo que a gene busca em um destino turístico: a vibração da metrópole, mais de mil anos de história, museus fantásticos (e os melhores são gratuitos!), passeios bucólicos em meio ao burburinho urbano, gastronomia, espetáculos, tribos várias...

Neste post eu reuni algumas dicas práticas pra você começar a organizar a sua viagem. E vem muito mais por aí, com as informações fresquinhas que trouxe desse visita mais recente. 

Ah, os contrastes dessa cidade única...
Como chegar ao Centro

Do Aeroporto de Heathrow - Chegar de avião à capital britânica é sempre sinônimo de um deslocamento longo até a cidade, mas também não é nada desesperador. Geralmente, os voos do Brasil pousam neste aeroporto, a cerca de 25 km do Centro, super bem conectadopor trem, metrô e ônibus.

Muita gente que está indo a Londres pela primeira vez se preocupa se vai “acertar” chegar ao centro, mas quem consegue ir de Cumbica ao centro de São Paulo tira qualquer outro desafio de letra 😊.

Ainda não experimentei o Heathrow Express, que é o jeito mais rápido (15 minutos do Aeroporto até a Estação de Paddington, ₤21), nem o Heathrow Connect (outro trem, que faz paradas no caminho, leva cerca de 30 minutos no trajeto e custa ₤9,90).

Mas não foi por muquiranice, não. É que sempre calhou de estar hospedada em lugares onde seria mais prático chegar com o metrô. Antes de decidir o meio de transporte, olhe bem o mapa para identificar onde vai ficar hospedada e veja o que é mais conveniente.

A viagem de metrô até Kensington (estação Kensington High Street), por exemplo, leva cerca de 45 minutos. A parte chata é subir com as malas, pois nem todas as estações de metrô têm escadas rolantes.

Como circular 
A Estação de Metrô de Lancaster Gate, do lado do meu hotel

O Oyster é seu amigo...
Em Londres, se não der para ir a pé, vá de metrô.Tube (como os londrinos chamam o metrô) é a melhor maneira de circular pela cidade.

Depois que você desvenda os mistérios cabalísticos do bichinho, vai entender que o Oyster Card é seu grande amigo. O cartão, que você compra por £5 em qualquer guichê, é carregado com os valores que você vai gastando ao passar pelas catracas (na entrada e na saída das estações).

O sistema é inteligente e se encarrega de calcular a menor tarifa, de modo que seu gasto diário nunca ultrapasse o valor do passe para um dia de uso.

Não tenha dúvidas: se não der pra ir a pé, vá de metrô
Nem pense em não ter o seu Oyster: o bilhete unitário custa £4,70 sem ele (contra £2, com o uso do cartão). Ele é aceito em todo o transporte público e assegura descontos nos barcos regulares do Tâmisa. Leia mais sobre o Oyster Card aqui neste post.

O Oyster também vale nos ônibus
Para ficar conectada
Por £20, comprei um chip de celular da Vodafone, com 1 Giga no pacote de dados (tinha franquia de chamadas, também, mas eu já sou uma negação para telefonar para as pessoas na vida normal, imaginem viajando...). Combinando com o WiFi do hotel e dos pubs e restaurantes. 

Foi o suficiente para acessar as redes, postar fotos — numa bela velocidade — e usar mapas e aplicativos úteis em viagens ao longo de toda a estada no Reino Unido (além de Londres e Liverpool, também estivemos na Irlanda do Norte) 

Gostei muito mais do serviço da Vodafone que do da Lebara, que usei em 2013 (£25 por um pacote similar), que toda hora caía e me obrigava a reconfigurar a rede. 

É tão bom postar as fotos na hora, sem depender de WiFi...
Mesmo que você seja do tipo (saudável) que esquece as redes sociais quando está de férias, eu super recomendo a compra de chips locais quando for ficar um tempinho maior em um país (na Bélgica, onde fiquei apenas quatro dias, não valia a pena). A internet oferece recursos fantásticos para os viajantes (dica de transporte, de restaurantes, mapas, sugestões de passeios) e é ótimo poder se conectar a qualquer momento, sem depender de lugares que ofereçam WiFi.

Onde me hospedei 
Corus Hotel Hyde Park
1-7 Lancaster Gate (Metrô Lancaster Gate)

Chorus Hide Park: feio e sem graça
Sabe quando um hotel promete muito e fica aquém da expectativa? Essa foi a minha sensação com o Corus Hyde Park.

Ele fica a cerca de 100 metros de uma estação do metrô e de uma parada do ônibus para a estação de Euston, naquele trecho da Bayswater Road lotado de hotéis. Apesar de muito turística, a região "morre" cedo e não é muito fácil conseguir um lugar para jantar nas redondezas, depois da 21 horas.

O edifício antigo é bem conservado e o atendimento é cortês, embora impessoal. O problema foi o quarto, que parecia muito mais atraente nas imagens postadas na internet.

Ao vivo e a cores, porém, o apartamento era espartano demais para uma diária de £133. O quarto tinha duas camas de solteiro, uma arara para roupas e uma mesinha de trabalho. O banheiro também era bem econômico em espaço (era uma dificuldade encontrar um lugar para as necessaires), embora bem equipado com banheira, secador de cabelos e luzes de maquiagem. 

O melhor do hotel era a máquina ATM no lobby de entrada, excelente para sacar dinheiro com segurança. Morri de saudade do Royal Garden, em Kensington, cinco estrelas onde paguei £154 a diária do single, no ano passado (pena que, desta vez, os preços dele estivessem muito mais salgados). 


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