terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ilha de Páscoa: atenção
ao comprar a passagem aérea


É raro, mas há paraísos que desafiam a lógica e, em vez de exigir dos mortais um esforço tremendo para chegar até eles, são eles que se aproximam de nós. É o caso da Ilha de Páscoa. Até recentemente, as passagens para lá custavam os olhos da cara. Com o aumento da oferta de voos, os preços das tarifas caíram bastante.

Pra a última semana de janeiro, por exemplo, depois de muita pesquisa, consegui um bilhete ida e volta da TAM/LAN por R$ 1.500, com saída de Guarulhos e conexão em Santiago (mais barato que um bilhete ida e volta Brasília-Salvador no mesmo período...).

Acabei de repetir a pesquisa no Kayak, para datas em abril, e a tarifa para a essa rota está na mesma faixa de preço, sem as taxas de embarque. Alerto, porém, para uma precaução importante: compre todos os voos no mesmo bilhete. 

O Ahu Tahai (esq) e moais restaurados, próximos ao centrinho da vila de Hanga Roa
É sempre recomendável emitir todos os trechos aéreos na mesma passagem, não importa pra onde você vá. Em caso de atraso ou cancelamento de alguma perna, a companhia aérea se encarrega de remarcar as conexões seguintes. No caso da Ilha de Páscoa, isso é crucial, pois não são raros os cancelamentos de voos por lá.

Aconteceu comigo: eu deveria ter partido do Aeroporto de Mataveri à 00:05 do dia 30 de janeiro, mas o avião ambulância precisou decolar, levando um paciente em estado grave para Santiago. As aeronaves que fazem a rota entre Rapa Nui e a capital chilena precisam voar num determinado corredor aéreo e, por medida de segurança, cada vez que o avião ambulância está no ar o os demais voos são suspensos.

Resultado: 16 horas de atraso na minha partida da ilha (ficar presa no paraíso até que não é tão mal, rsss), que acabaram virando 36 horas de atraso na minha chegada a São Paulo, já que foi necessário pernoitar em Santiago.

Escultura ritual na vila de Hanga Roa (esq) e os moais abandonados nas enconstas do Vulcão Rano Raraku, onde eram esculpidos
Essas situações são imprevisíveis (e frequentes, segundo os ilhéus). Portanto, aconselho que você não marque sua ida e volta para Rapa Nui numa agenda muito apertada. No meu caso, as 36 horas de atraso não chegaram a ser um perrengue, pois eu chegaria a São Paulo na quarta-feira, mas só teria que estar em Brasília no domingo, para trabalhar na segunda-feira. Perdi um dia e meio de encontro com os amigos em Sampa, mas ganhei uma linda manhã em Rapa Nui.

Aeroporto de Mataveri


Considerando a perspectiva desses imprevistos, deixe uma folguinha de pelo menos dois dias entre a data prevista para a volta para casa e a retomada dos compromissos. Assim, você curte a emoção de visitar o lado mais distante do mundo sem estresse.

Pôr do sol na Ilha de Páscoa
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2 comentários:

  1. Nossa... Eu cheguei na ilha exatamente dia 30/jan!!! hehehe coincidências! (com vôo de Lima, bem cedinho)

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    1. Estivemos juntas em Rapa Nui por algumas horas, Fernanda :)

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