segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Atenas: o Templo de Zeus Olímpico

Olha só esse bonitão
Templo de Zeus Olímpico é uma visita imprescindível, em Atenas. O único motivo para esse lindão não ser tão badalado quanto a Acrópole é... que ele não fica na Acrópole -- o que permite que ele ofereça uma vista maravilhosa para a montanha sagrada dos gregos, outro motivo pra não deixá-lo de fora do roteiro em Atenas.

Esse detalhezinho geográfico faz muita gente passar batida pelo Olympeion, como é chamado pelos gregos, o que é uma pena. Ele é o mais antigo e o maior dos templos da antiguidade em Atenas, iniciado no Século 6 a.C., embora só tenha sido considerado pronto no reinado do imperador romano Adriano, no Século 2 d.C.

O Templo de Zeus Olímpico. Ao fundo, ela, a Acrópole
O lugar onde está o Templo de Zeus — uma área ao lado dos Jardins Nacionais — é dedicado ao culto de divindades e heróis desde tempos imemoriais e tem sua fundação atribuída a Deukalion, patriarca dos helenos.

Das 104 colunas originais, apenas 15 colunas ainda estão de pé e são são suficientes para a gente sentir a toda a imponência do edifício. Apesar do sol inclemente, eu não conseguia parar de dar voltas em torno do templo, encantada com as mudanças o reflexo do sol sobre as pedras milenares.


Vestígios do Templo de Apolo Delphinios, no complexo do Olympeion (esq) e inscrições escavadas na área
Lembre-se que o que você está vendo é pouco mais de 10% da construção original
A história do Olympeion é uma epopeia. Ele teve sua construção interrompida várias vezes, ao sabor das modas e da política dominante em Atenas. Sofreu diversos saques significativos – durante o domínio romano, algumas de suas colunas foram despachadas para a Cidade Eterna para a construção do templo de Júpiter, cujos restos ainda são visíveis no complexo de Museus Capitolinos — e espoliado de seus mármores, estátuas e adornos.

O templo visto da Acrópole
Os romanos, porém, não foram do todo cruéis com o Olympeion. Os imperadores Augusto e Adriano se empenharam de verdade em restaurar os estragos e concluir a obra. Adriano, aliás, tinha especial apreço pela área, onde mandou colocar um arco em homenagem a si mesmo e como divisor de águas entre o passado grego e a era romana.

O Arco de Adriano, separando o passado do presente romano. Repare a Acrópole, visível através da arcada
Voltada para a Acrópole e a parte mais antiga da cidade, o Arco de Adriano trazia a inscrição: "Esta é Atenas, a cidade que já foi de Teseu". Do lado do Olympeyon, o texto era outro: "Esta é Atenas, cidade de Adriano e não de Teseu" — jactância que o herói mitológico podia muito bem retrucar dizendo, “Depois que você matar um Minotauro, a gente conversa, imperador”. 


Na área do Olympeion também é possível avistar os vestígios do templo de Apolo Delfínio, em processo de escavação, de um templo dedicado a  Reia (deusa da fertilidade) e Cronos (deus do tempo), os pais de Zeus, de termas romanas e das muralhas da cidade. Aproveite a vizinhança com os Jardins Nacionais para fazer uma pausa depois da visita.

A Acrópole...

... e o Monte Likabetus vistos do Olympeyon

Uma décima sexta coluna, desmoronada, ainda está na área do Olympeion
Informações práticas

Templo de Zeus Olímpico 

Vassilis Olgas s/n 

A bilheteria fica quase ao lado de uma das paradas do Tram 2, que vem da Praça Syntagma. Eu fui a pé de Syntagma para lá e amei ir margeando o verde dos Jardins Nacionais e tropeçando em vestígios arqueológicos. Uma delícia. A melhor estação de metrô é a Acrópole, a cerca de 250 metros do templo.

Aberto diariamente, das 8h às 15h. Vá cedinho para fugir do solão. O ingresso para a Acrópole (€ 12) é válido aqui, mas também são vendidos tíquetes exclusivos para o Olympeion a € 2.

Detalhes dos capitéis do templo



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