sábado, 9 de junho de 2012

Brasília: dois cafés bacanas


Os ipês em flor: é hora de ir para a rua 
curtir o inverno mais bonito do Brasil
Em qualquer outro lugar do mundo, seria coisa de maluco. Mas em Brasília é normal sentir uma imensa vontade de ficar ao ar livre quando começa o inverno. Os dias ficam escandalosamente azuis e as noites, fresquinhas de pedir casaco, ganham um céu ainda mais amplo, estrelado e exuberante. O melhor, porém, são as cores. A cidade que usa o arco-íris como calendário anuncia junho com o rosa-choque dos ipês, dando início ao desfile que ainda tará o amarelo de julho/agosto e o branquinho quase neve que anuncia o final da seca, na virada da estação. 

Depois, os ipês descansam e vem a primavera, que a gente reconhece pela explosão da florada vermelho-alaranjada dos flamboyants. Os infinitos tons de verde chegam com as torrenciais chuvas do “verão”, hora de ficar em casa e reclamar da umidade. Até lá, porém, temos cinco meses para aproveitar a farra das cores do Cerrado. 

Inspirada na minha estação preferida — com seca e tudo, não há inverno mais bonito que o de Brasília — recomendo dois lugares muito simpáticos para bebericar ao ar livre e aproveitar os encantos da temporada.

Sebinho, na 406 Norte 

Daniel Briand
Sebinho- (SCLN 406, Bloco C, Loja 44). Além do ótimo acervo de livros, quadrinhos e CDs usados, esse misto de livraria, café e bistrô tem mesinhas e poltronas numa uma agradável área externa, perfeita para aquele papo sem pressa com velhos amigos. O cardápio da noite oferece quiches, sopas, omeletes e sanduíches. No almoço, tem sempre sugestões do chef bem interessantes, anunciadas pelo twitter, no meio da manhã (@sebinhocult). Pelo mesmo endereço, dá para conferir a programação cultural da casa. O sebo também faz trocas e compra livros.

Daniel Briand- (SCLN 104 Bloco A, Loja 26)- O Briand é um clássico de Brasília, o melhor lugar da cidade para ler o jornal sem pressa, numa mesa do jardim, ou para aquela paradinha estratégica depois do trabalho. Adoro tomar o café da manhã de domingo lá, sempre com um livrinho e muita preguiça. O croque monsieur (R$ 14) acompanhado de uma taça de sidra (R$ 17) é perfeito para começar. 

A fama da casa vem da delicada patisserie e aí eu jamais consigo decidir se prefiro o Diplomat (pavê de brioches com framboesas, R$ 9) ou o Baba au rhum (R$ 6,90). Na dúvida, fico sempre com os dois. 

Ótima pedida para a noite são os crepes de trigo sarraceno e as quiches, acompanhadas por uma saladinha verde com tempero divino.

Brasília na Fragata Surprise
Para entender a lógica da cidade e se apaixonar pela cidade: passeio pelo 308 Sul, quadra modelo no projeto de Niemeyer e Lúcio Costa


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