terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Comer bem na Praia do Forte:
Restaurante Manguezal

A passarela sobre o manguezal
Quem vai de Salvador para a Praia do Forte nem nota a estradinha de terra à direita da pista, cerca de três quilômetros antes do badalado destino. Sequer uma placa informa que ali é a entrada para a Comunidade Beira do Rio, menos de duas dezenas de casas simples às margens do Rio Pojuca.

Por trás de uma dessas casinhas, esconde-se um programão: é lá que funciona o Restaurante Manguezal, segredo bem guardado pelos frequentadores da região.

Aratu: nosso almoço
dando uma voltinha,
antes de ir para a panela
Para chegar ao restaurante, atravessa-se uma longa passarela sobre o manguezal e aproveita-se para dar uma olhadinha no futuro almoço: caranguejos e aratus passeiam à vista do freguês e guaiamuns — crustáceos cada vez mais raros — engordam no viveiro improvisado. Num deque sobre o Rio Pojuca, dois confortáveis quiosques oferecem brisa, sombra e silêncio. Os mais animados podem dar um mergulho no rio.

Antes da construção da Rodovia BA-099 (nome oficial da Estrada do Coco e da Linha Verde), as localidades do Litoral Norte eram alcançadas por uma estradinha sinuosa, cortada por rios — as travessias nas balsas eram parte do encanto das visitas à região. A Comunidade Beira do Rio surgiu em torno do ponto da antiga balsa para a Praia do Forte, no caminho para o Castelo da Torre. Hoje, ainda é possível ver os velhos mourões de atracação, do outro lado do Pojuca, e simpáticos barquinhos sugerem uma travessia, digamos, mais “artesanal”.

Além do ótimo almoço, a contemplação desse trecho sossegado do Rio Pojuca
O clima bucólico do lugar, porém, é apenas a segunda melhor atração, pois a comida é de rasgar a roupa. A casquinha de aratu gigantesca e transbordante é a abertura perfeita para uma refeição cujo ponto alto são os guaiamuns no leite de coco, acompanhados de um pirão simplesmente sublime. Só não curti muito o bolinho de peixe — talvez pela proximidade do Bar do Sousa, da Praia do Forte, simplesmente imbatível na preparação do petisco. O almoço pantagruélico para três pessoas custou R$ 130,00, muito bem pagos.

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