terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Punta del Este: praia de pinguim


Quem nasce em Salvador tende a ser muito exigente com praias, tanto no quesito panorama quanto no item temperatura. Esta minha terceira visita a Punta del Este foi mais uma tentativa de decifrar por que raios alguém inventou de plantar um balneário nas cercanias do Polo Sul.

A uma distância confortável de Montevidéu — menos de 130 quilômetros — Punta é um destino badalado e estava lotada, neste iniciozinho de janeiro. Um desfile de carros caríssimos, iates, grifes de luxo... Quando chegamos, três imensos transatlânticos estavam ancorados e ajudavam a compor o cenário meio “Caras” do lugar.
No caminho para La Barra e José Ignacio, a Ponte Ondulante é uma das logomarcas de Punta
Chegamos por volta das 14 horas, horário em que o sol começa a bombar, no verão uruguaio (se eles tivessem inventado a siesta, estariam cobertos de razão).

Bem que tentamos almoçar em Casapueblo, em Punta Ballena. A casa-escultura do artista Carlos Vilaró tem uma vista linda para Punta Del Este e um restaurante muito agradável —  lembro que gostei bastante da comida, quando estive aqui, em 2005.

A arquitetura meio Gaudi de Casapueblo abriga também um hotel e um museu e é o lugar que eu mais gosto, por essas bandas. Mas parece já ter se incorporado definitivamente às visitas obrigatórias. Resultado: um bolo de gente na entrada, um tumulto de carros e vans... Nem tentei entrar.

Nesta visita, nem tentei entrar na Casapueblo, de tão lotada que estava. Mas é uma parada que vale a pena. Fica a 15 km do centrinho de Punta
Com um aquecedor na água, essa prainha até que dava um caldo...
Na orla de Punta, nos acomodamos no deque do I’Marangatu, um dos restaurantes de praia que funcionam como verdadeiros camarotes plantados sobre a areia, de onde se pode ver o movimento do alto, confortavelmente, bebericando um espumante gelado — essa parte eu pulei, porque estava dirigindo.

Outro jeito de ir à praia em Punta: acomode-se em um confortável deque sobre a areia, nos muitos restaurantes da orla
Não sei se era minha fome, mas o almoço estava ótimo: brótola grelhada com molho de frutos do mar. A brótola é um peixe típico da região de Punta, de carne branca e sabor suave. Dizem que os leões marinhos adoram.

Devidamente alimentados, partimos para o objetivo primordial da visita, que era o test-drive do banho de mar. Meu amigo Luiz Otávio, que jurava adorar água fria, ficou quase três minutos no mergulho. Eu bem que tentei. Molhei os dedinhos do pé esquerdo, que ficaram azuizinhos, e decidi: on-the-rocks, basta meu uísque.

Pela quantidade de gente dentro d’água é bem óbvio que ninguém vem aqui pelo banho de rio/mar.

Uma coisa legal de Punta é a preservação da vegetação nativa às margens do Prata. Em muitos lugares da orla, o acesso à praia é feito por esses caminhos 
O dia, porém, estava agradável. Por 200 pesos uruguaios (R$ 16), dá para alugar um par de cadeiras de praia e um guarda-sol e curtir a brisa com um livrinho.

Punta del Este lembra bastante o Guarujá de décadas passadas: é um lugar para se ir de carro. Apesar do belo calçadão da orla, o que mais se vê é gente passeando de automóvel, para baixo e para cima, num footing motorizado. Da próxima vez, alugo um conversível...


A orla de Punta é agradável e bem cuidada, mas tem mais gente passeando de carro do que a pé
 O visual de Punta é bonito, tudo é muito chique e bem cuidado, mas, definitivamente, não me fala ao coração. Os pingüins que aproveitem. Essa não é minha praia.

Como chegar
Deixamos para alugar o carro em cima da hora e acabamos pagando caro (US$ 220 por pouco mais de 24 horas, já com a taxa para devolver o automóvel em Colonia). A estrada até Punta é excelente — aliás, dirigir no Uruguai é uma delícia — mas a sinalização poderia ser um pouquinho menos enigmática. Da capital até lá, há dois pedágios, que precisarão ser pagos também na volta e custam 50 pesos uruguaios cada (R$ 4,15).

Da Rodoviária Tres Cuces, em Montevidéu, saem ônibus para Punta, mas, francamente, ficar a pé por lá não parece boa idéia, pois as distâncias são grandes.

Restaurante
I’Marangatu fica no trecho de praia do mesmo nome, pertinho do Hotel Cassino Conrad, e tem um amplo estacionamento. O serviço é simpático e eficiente e o deque diante do mar oferece vista com brisa. Almoço para dois, com bebida, R$ 130,00.

O Uruguai na Fragata Surprise
Colónia del Sacramento
Montevidéu

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