segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Montevidéu:
Um giro pela Cidade Velha

Marcas do tempo na dose certa
Hoje eu fui dar uma volta pela Ciudad Vieja, ou Cidade Velha, o Centro antigo de Montevidéu. Desde cedo, a Calle Sarandí, só para pedestres, estava tomada pelos tabuleiros de artesanato, lembrancinhas e antiguidades. Descobri que a suavidade montevideana também se expressa na ausência de assédio aos potenciais compradores: caminha-se por aqui sem aquela pressão dos vendedores sobre os turistas. Cada passo que dou na cidade me leva à conclusão de que o Uruguai é uma pátria da cortesia.

Detalhes de fachadas na Ciudad Vieja
Até o verão é gentil em Montevidéu. O céu muito azul, a brisa constante que vem do Rio da Prata e a temperatura que não passa dos 25 graus.

Logo na entrada da Cidade Velha, a Plaza Matriz abriga um chafariz, a generosa sombra dos plátanos e muitas banquinhas de antiquários. Comprei um par de brincos lindos e tive que fazer um certo esforço pra não engordar demais a bagagem com outras aquisições. Na praça também está a Catedral. Pra mim, porém, a principal atração é o sorvete de framboesa de La Cigale, páreo para o da parisiense Berthillon.

Os dois lados da Puerta de la Ciudadela, uma das entradas da cidade, quando ainda havia muralhas. Hoje ela marca o início da Cidade Velha. De um lado está a Plaza Independencia, do outro, a Calle Sarandí
Os uruguaios levam a sério essa história de recesso de fim de ano: grande parte do comércio está fechada, esta semana pós Ano Novo — e eu que estava louca para conferir a muito bem recomendada Livraria Linardi y Risso, mas ela está fechada.

Ao contrário da maioria dos bairros turísticos das Américas, a Ciudad Vieja ainda mantém uma quantidade considerável de moradias. As transversais da Sarandí são simpáticas vitrines da vida pacata e quase provinciana que segue por aqui: crianças brincando na rua, o cheiro do almoço escapando por uma janela.


O legal da Ciudad Vieja é que ela mantém
 a cara de "lugar onde mora gente,
com vida cotidiana e crianças brincando na rua
O comércio “para turistas” mistura-se aos armarinhos, pequenas mercearias e lojinhas despretensiosas. A ocupação dessa região começou no Século 17, mas a maioria das fachadas já têm as feições do início do Novecento.

O mais encantador da Ciudad Vieja é que nada aqui é cenográfico. Nada tem o ar asséptico do “antigo de boutique”. Cada fachada tem as marcas do uso cotidiano, do espaço vivido sem afetações.


De repente, percebi que estava olhando com especial atenção as placas de “vende-se” e “aluga-se” que apareciam sobre as portas das simpáticas casinhas térreas das ruas sossegadas da Cidade Velha. Fui almoçar com a absoluta certeza de que eu seria perfeitamente feliz morando aqui.



La Cigale- A matriz da sorveteria fica na Avenida 18 de Julio, na Plaza Cagancha, mas tem uma série de pontos de venda espalhados pela cidade, como o da Plaza Matriz. O copinho com uma bola custa 40 Pesos Uruguaios (menos de R$ 4).

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