segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A rainha dos Andes -
A maior bromélia do mundo

A Puya raimondii é a maior bromélia conhecida
O Altiplano Andino é terra de lendas, cidades perdidas e tesouros mitológicos. Mas a cerca de 80 quilômetros de La Paz, num pequeno povoado com nome cinematográfico, uma preciosidade bem real exibe-se à luz do sol e passa despercebida à maioria dos viajantes.

No fim de uma estrada sem placas, o povoado de Comanche — do aymara “pedra ou montanha lisa” — é o lar da Puya raimondii Harms. A maior bromélia conhecida pela ciência pode alcançar os 14 metros de altura e uma inflorescência de seis metros ou mais.

A Puya raimondii vive de 100 a 150 anos. Quando se considera plenamente madura, a bromélia emite um pendão de vários metros, com milhares de flores. E morre, queimando sozinha, de dentro para fora, em poucos meses.

Paulo e a prodigiosa bromélia
O agrônomo gaúcho Paulo Lipp foi à Bolívia especialmente para conhecer a “Rainha dos Andes”, como é chamada esta bromélia especialíssima. Ela cresce num “pequeno monte  de granito, com pouca vegetação aflorando”, conta Paulo. E só neste morro, embora haja outros semelhantes nas redondezas.

“É uma planta raríssima. Cresce em Comanche e em mais duas localidades dos Andes, a Cordilheira de Vacas, em Cochabamba, e em Ancash, no Peru”. Paulo explica que a Puya raimondii é considerada um “fóssil vivo”, remanescente de antigas era geológicas.

A bromélia que resiste ao frio inclemente do altiplano e é capaz de atravessar as eras, porém, está ameaçada de extinção: o morro onde ela cresce, em Comanche, está sendo destruído pelos picapiedras locais, que sobrevivem cortando o granito para ser usado em construções, em La Paz. “Vamos fazer um apelo às autoridades da Bolívia para preservar esta maravilha”, propõe Paulo Lipp.

Povoado de Comanche e o
morro onde cresce a bromélia
Eu, que não tive o privilégio de ver a prodigiosa bromélia ao vivo — mas vou ver, na minha próxima visita à Bolívia — faço coro ao apelo do meu amigo agrônomo: Compañero Evo Morales, vamos salvar a Puya raimondii?

(as fotos deste post são de Paulo Lipp)

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