sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Matando a saudade do ceviche:
onde comer em Lima

Festinha gastronômica com direito a esse visual...
Desembarquei em Lima ávida por um bom ceviche. O prato já não é tão exótico, aqui no Brasil. Até eu sei preparar e os elogios são calorosos. Mas ceviche com muito rocoto, aji e camote, só na capital peruana.

O mais inesquecível deles, comi num restaurante pequeno, caseirinho, na Plaza Bolívar, em Pueblo Libre. Era uma varandinha com três ou quatro mesas, com vista para o Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História do Peru.

Desta vez, porém, com apenas 12 horas para rever Lima antes do voo para La Paz, não foi possível voltar a Pueblo Libre -- pena, porque é um dos distritos de Lima que eu mais gosto. Meu desejo de ceviche teria que ser aplacado em Miraflores, na volta da visita a Pachacamac.

La Rosa Náutica, com vista para as falésias de Miraflores
Mais turístico, impossível. Mas quem resiste à espetacular locação do Restaurante La Rosa Náutica? Literalmente sobre o mar. Erguido em palafitas, em estilo Art Nouveau, o restaurante fica no final de um charmoso píer na Praia de Miraflores. 

De suas varandas envidraçadas, a sensação é de navegar o Pacífico — com um pouco de imaginação ou a dose certa de pisco sour, dá até para sentir o balanço do mar. No final da tarde, hora do rush para as gaivotas, o cenário está completo.

Eu e Simone curtindo a vista...
... e fettuccine depois do ceviche
Antes que eu começasse a devanear sobre histórias do mar, a fome tratou de recolocar as coisas nos trilhos: viemos pelo ceviche. Que, aliás, estava de responsa e muito bem acompanhado por pisco sour. O prato principal também não fez feio, fettuccine all'alfredo com lagostins. Preço da farra para três: 160 Soles (cerca de US$ 60). Com direito a uma imensa taça de suspiro limenho de sobremesa e um escandaloso pôr do sol no Pacífico.

Encerramento perfeito para esse breve reencontro com Lima. O suficiente para me deixar morrendo de vontade de voltar....

Dicas práticas


Ceviche

Preparar o prato em casa é bem fácil. A internet está cheia de receitas e dicas. Difícil é encontrar o rocoto (uma pimenta linda e assassina) e o camote, uma batata doce, com cor e consistência de abóbora. Eu driblo o problema usando pimenta branca, moída na hora, e batata-doce convencional.

Pisco Sour
Peruanos e chilenos jamais vão chegar a um acordo sobre a paternidade do pisco-- como de resto, sobre coisa alguma. A favor dos peruanos, diga-se que  a Vila de Pisco, que dá nome a este destilado de uvas, fica na terra deles. O pisco sour é igualmente popular em Santiago e em Lima, feito com suco de limão, claras batidas em neve, açúcar e gotinhas de angostura. O sabor é suave, o que torna o drinque especialmente traiçoeiro...

La Rosa Náutica
Espigón 4, Circuito de Playas, Miraflores, fones (511) 445 0149, (511) 447 0057 e (511) 447 5450.

O lugar é lindo, com um astral de virada do século (do 19 para o 20, naturalmente...) e um delicioso barulho de mar. A comida é correta. Aos sábados e domingos, a tentação é a Parrillada Marin, com peixe espada, lulas, polvo, e langostinos (camarões), com legumes, batatas douradas e chimichurri de rocoto.

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