terça-feira, 28 de junho de 2005

Dresden: a Galeria dos Velhos Mestres

O palácio Zwinger, 
sede da Gemäldegalerie Alte Meister Dresden,
museu que abriga uma rica coleção de pinturas
renascentistas e barrocas
Sabe um museu que, sozinho, justifica a travessia do Atlântico? Pois é e a Gemäldegalerie Alte Meister de Dresden. Esta galeria dos velhos mestres da pintura é simplesmente maravilhosa, uma festa de Ticiano, Rembrandt, van Eyck, Velázquez, Vermeer, Cranach...

O carro chefe é a Madonna Sistina, de Rafael. O quadro talvez seja mais célebre por um de seus detalhes, os anjinhos, um deles com a mão no queixo, que observam Maria no pé da tela. Mas é o olhar da Madonna que é devastador: ela carrega o Menino Jesus nos braços demonstrando a tristeza mais resignada do mundo.

O acesso ao museu
Há tantas belezas para se ver neste museu que eu recomendo uma visita sem nenhuma pressa. Ele é menor (700 obras em exposição) que a Gemäldegalerie de Berlin -- programa para um dia inteiro, pelo menos, com mais de 4.500 peças expostas -- mas merece ao menos uma tarde inteira, para que se possa saborear cada tela.

Já falei isso num post anterior: museus como o Louvre, o Prado ou Uffizi são essenciais. Mas, exatamente por isso, são meio "penosos": o mundo inteiro acha que tem “obrigação” de visitá-los, o que leva muita gente a circular entre as obras, mais para cumprir tabela do que para admirá-las de verdade.

Nymphenbad, fonte barroca no interior do Zwinger
É por isso que sou macaca de auditório dos museus alemães e austríacos: o Pergamon e a Gemäldegallerie de Berlim, a Gemäldegallerie Alte Meister de Dresden, o Kunsthistoriche, o Belvedere e o Secession de Viena, a Alte Pinakothek e o Bayerische Nationalmuseum de Munique... Claro que essas instituições não vivem às moscas. Ao contrário, recebem um grande número de visitantes. Mas, talvez por não serem considerados “obrigatórios”, atraem um público mais silencioso, concentrado em ver e se encantar, em vez de tagarelar e tirar fotos das--  e com -- as obras expostas.

A Gemäldegalerie Alte Meister fica no Zwinger, complexo de pavilhões e galerias construído nas primeiras décadas do Século XVIII que é meio símbolo de Dresden -- uma espécie de logomarca do esplendor barroco da cidade que quase virou pó, no bombardeio de 1945, e ainda em fase final de restauração.

A Hofkirche, catedral católica,
vista de um terraço do Zwinger
O Zwinger tem um amplo jardim, que ocupa todo o seu "miolo". Em torno, um conjunto de prédios e galerias que mais parecem esculturas (ou confeitos...). O Nymphenbad, uma fonte cercada de estátuas de ninfas, é um dos lugares mais agradáveis, no calor que fazia. Dos balcões do Zwinger tem-se vistas bonitas dos prédios do Castelo de Dresden, o Burgschloß, e a HofKirche, a catedral católica da cidade.

Esse complexo de construções começou a vida de um jeito bem diferente do que sugerem os frufrus barrocos que adornam suas construções. Zwinger significa “baluarte” e o local abrigava uma fortaleza até ser transformado em um pavilhão de lazer para a corte da Saxônia, no comecinho do Século 18.

Madonna Sistina
(foto site oficial)


Informações

 Gemäldegalerie Alte Meister - Georgtreuplatz 2. De terça a domingo, das 10h às 18. Entrada: 10 €.

Zwinger- Schloßplatz/ Georgenbau, entrada pela Sophienstraße, das 10 às 18h (fecha às terças-feiras). Entrada 3 €.

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