segunda-feira, 10 de março de 2003

Cuba: uma semana em Havana e Santiago

Meu roteiro em Cuba

1º dia: Guarulhos – Havana
Voo noturno da Cubana de Aviación (8 horas de viagem)

Veja como foi meu voo até Havana

2º dia: Havana – Santiago
Pousei em Havana às 4h da manhã. Meu voo para Santiago estava marcado para as 8h, mas o Aeroporto José Martí foi fechado, por volta das 7h, devido ao mau tempo. Morta de sono, mofei em um café da área de embarque doméstico até o meio-dia, quando finalmente embarquei em um Tupolev movido a hélice. A viagem durou cerca de 1 hora.

Depois de deixar a bagagem no Hotel San Juan, tratei de aproveitar o resto da tarde na cidade mais africana de Cuba, com fortes laços de parentesco com Salvador. Tentei visitar o Castillo (castelo) del Morro, que estava fechado — mas ver o pôr do sol lá no alto valeu a viagem – e terminei o dia no terraço do Hotel Casa Granda, ouvindo boa música cubana, e encerrei a noite no Patio de los Abuelos, uma casa de trovas com mais música ao vivo e dança.

Sobre esta etapa
O estranho caminho para Santiago

3º dia – Santiago de Cuba

Contratei Joel, o motorista de táxi que me levou do Castillo del Morro ao Centro da cidade, na véspera, para fazer um passeio pela cidade. Finalmente, consegui visitar o castelo (imperdível) e circulei pela “vida real” da cidade.

Depois disso, banho de mar. Fui dar um mergulho em uma prainha singela, chamada Los Aguaderos, onde um amigo de Joel mantém um paladar (restaurante) “informal” (clandestino). Adorei o mergulho e o almoço.

No final da tarde, fui me refugiar do calor na piscina do hotel e dei uma passadinha na Casa de Trovas, à noite, para dançar.

Meu primeiro dia de passeios em Santiago
O que fazer em Santiago de Cuba

4º dia – Santiago de Cuba
Hoje foi o dia de fazer turismo pra valer, visitando os principais pontos de interesse de Santiago: o Quartel de Moncada, o bairro de Tivoli, Museu da Clandestinidade e o Museu Casa Natal Antonio Maceo.

Voltei ao paladar “informal” de Negro, que tinha prometido (e cumpriu) me servir uma autêntica lagosta cubana. Show de bola, essa refeição.

Veja como foi:
A lagosta clandestina


À noite, contratei um Chrysler Imperial 1957 (eu jamais iria a Cuba sem dar um passeio em uma de suas relíquias automotivas) para fazer um passeio pela cidade. Wilkins, o motorista, ainda me deu uma dica espetacular de lugar para dançar, a Casa de La Tradición, onde me diverti imensamente.

5º dia - Santiago - Havana
Chegou a hora de me despedir de Santiago, uma cidade que realmente conquistou meu coração, e rumar para Havana. Cheguei pouco depois do meio dia e me hospedei no Hotel Saint John's, no bairro de Vedado, uma área com muitos hotéis e hospedagens alternativas.

Depois do checkin, fiz um longo passeio pelo Malecón (a avenida à beira-mar) até Habana Vieja, o centro histórico da capital cubana. Tentei entrar no célebre bar La Bodeguita, mas a lotação estava pra lá de esgotada. Visitei o Museu da Cidade e fiz um passeio de charrete pelo bairro. Depois voltei a Vedado para experimentar a legendária Sorveteria Coppelia.

O que fazer em Havana

6º dia - Havana
Dia cheio, este! De manhã logo cedo, fui visitar a Fortaleza de San Carlos de La Cabaña, na entrada da Baía de Havana, uma das maiores construções militares construída pelos colonizadores espanhóis nas Américas. Além do interesse histórico, o lugar tem uma vista inacreditável para a cidade.

Depois disso, praia, que ninguém é de ferro: peguei um táxi e fui dar um mergulho no azul caribenho das Playas del Este, frequentadas (e muito) pelos cubanos e desprezadas pelos turistas. Banho de mar cinco estrelas.

Para encerrar o roteiro turístico, fui visitar o célebre Museu da Revolução, onde estão as principais recordações dos heróis cubanos, como Fidel, Che e Camilo Cienfuegos, além do iate Granma, que trouxe os guerrilheiros à ilha para deflagarem a luta contra o ditador Batista e a tomada do poder.

À noite, jantei no legendário restaurante La Floridita, onde Ernest Hemingway inventou o daiquirí. O escritor fez uma "aparição" especial pra mim — quase morri engasgada com o meu drinque, tal o susto.

Veja como foi essa história
O dia em que mento para o Papa


7º dia - Havana
Na minha despedida, comecei o dia garimpando (muitos) livros no ótimo centro cultural Casa de las Américas. Em seguida, almocei em um paladar de Vedado, fiz mais um passeio pelo Malecón e voltei a Habana Vieja, onde fiz ótimas compras na feirinha de artesanato. Terminei o dia em um bar da Plaza de Armas, afogando a saudade que eu sabia que iria sentir de Cuba em um belo mojito.

8º dia - a volta pra casa
Hasta pronto, Cuba. Um dia eu volto!!

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